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MP de Minas não vai recorrer de goleiro Bruno trabalhar com crianças.


Varginha (MG), 08/04/2017 - Campeonato Mineiro Modulo 2 Octagonal final entre Boa Esporte Clube e Uberaba Esporte Clube. (Foto: Uarlen Valerio / O Tempo / Ag. O Globo)
Varginha (MG), 08/04/2017 – Campeonato Mineiro Modulo 2 Octagonal final entre Boa Esporte Clube e Uberaba Esporte Clube. (Foto: Uarlen Valerio / O Tempo / Ag. O Globo) Foto: Parceiro / Agência O Globo
Kátia Gonçalves

O Ministério Público de Minas Gerais não vai recorrer de decisão que autoriza o goleiro Bruno a dar aulas de futebol para crianças no Núcleo de Capacitação para a Paz (Nucap), em Varginha (MG). O promotor do caso, Aloísio Rabelo de Rezende, entendeu que pelo fato do Nucap ser restrito ao atendimento a presidiários, famílias de detentos e não ser um lugar que oferece contato com áreas externas, não há motivos para apelação. Além disso, Bruno já estava trabalhando quando ocorreu sua transferência.

O Nucap é uma organização da sociedade civil, que presta serviços de caráter público e é voltada para a inclusão e a ressocialização de presos. No local, o jogador dará aulas de futebol, de segunda a sexta-feira, para crianças e adolescentes assistidos pela entidade. A decisão que autoria o goleiro Bruno a trabalhar no local foi tomada na última quarta-feira pela 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Varginha. No Nucap, o goleiro não poderá ter acesso à área externa ou a pessoas estranhas à entidade, salvo familiares. O reeducando será buscado pelo Nucap dentro do pátio da unidade prisional, sem ter qualquer contato ou visualização com o mundo externo.

Periodicamente o Nucap terá que encaminhar controle de frequência e listagem de atividades desenvolvidas pelo goleiro, comunicando à Justiça qualquer irregularidade. Os dias trabalhados na entidade serão usados para fins de remição da pena. O presídio também deverá remeter à 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Varginha as informações sobre o réu em relação à disciplina. A cada três meses, a folha de frequência no trabalho no Nucap deverá ser encaminhada à Justiça.

Bruno foi condenado a 22 anos e três meses pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio, bem como pela ocultação do cadáver da vítima e pelo sequestro do menor Bruno Samudio.


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