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Mídia britânica questiona segurança do Brasil após turista ser baleada em favela: ‘Seguro?’


A turista Eloisa Dixon
A turista Eloisa Dixon Foto: Facebook / Reprodução

A mídia britânica colocou em xeque a segurança do Brasil para turistas ao repercutir o caso da britânica Eloise Dixon, baleada em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio, após errar o caminho e entrar com a família em uma favela, no domingo. A mulher, de 46 anos, estava com o marido e as três filhas quando foi baleada no abdômen e levada ao hospital. Ao EXTRA, o delegado Bruno Gilaberte, titular da 166ª DP (Angra dos Reis), informou que já tem uma linha de investigação para o crime. Ele, porém, preferiu manter as informações sob sigilo.

O diário “Telegraph” foi o que mais destacou a história e lançou uma reportagem com especialistas britânicos em turismo: “O Brasil é seguro?”. Segundo o jornal, a notícia do tiro em Eloise leva “uma onda de choque” à indústria turística brasileira.

“As autoridades do Brasil fizeram um grande esforço nos últimos anos para limpar a imagem do país antes da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Mas a força de segurança instalada para manter os visitantes seguros durante os Jogos foi embora há muito tempo e os tiros sugerem que algumas partes do país permanecem perigosas para visitantes”, lê-se no artigo, que lembra a morte de uma aposentada, em 2015, depois de se confundir em um aplicativo de trânsito e parar na favela do Caramujo, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.

A reportagem se divide ainda em dois subtítulos, que se propõem a analisar se é seguro dirigir sozinho no Brasil e se é seguro fazer um tour pelas favelas. O jornal ouviu operadores de turismo que aconselharam quem quiser conhecer o Brasil a seguir itinerários de guias que os acompanhem a atividades previamente planejadas. Na América Latina, apenas a Argentina e a Patagônia chilena são recomendadas para motoristas estrangeiros.

Mídia britânica destaca mulher baleada em Angra dos Reis
Mídia britânica destaca mulher baleada em Angra dos Reis Foto: Reprodução/Telegraph

“Já os tours específicos nas favelas são uma forma segura de visitar as poucas favelas amigáveis a turistas. Pode-se argumentar que é voyeurismo, mas o dinheiro vai para comerciantes e escolas locais, então os tours são sem dúvida benéficos”, destaca o jornal, que cita o Vidigal e a Rocinha como opções, mas ressalta a necessidade de contratar um guia e tomar cuidado ao tirar fotos que podem fazer traficantes confundirem turistas com investigadores.

Caso o turista entre em uma favela, a recomendação é baixar os vidros para provar que não é ameaça, diz o “Telegraph”, que pediu “cuidado extra” ao usar o GPS nas cidades do Brasil, particularmente no Rio.

A “BBC” também deu espaço ao incidente, mas preferiu citar informações de autoridades sobre a investigação divulgadas em jornais brasileiros. A rede britânica ressaltou que Eloise “se perdeu” e entrou na favela de um “resort da costa” do Rio.

Os tabloides “The Sun” e “Daily Mail” destacaram o fato de a mãe ter sido baleada na frente das três filhas e do marido enquanto a família procurava por água em uma favela “comandada pelo crime” em um “popular destino costeiro de férias”. O “Daily Mail” também reportou que houve uma “confusão linguística” antes de os estrangeiros caírem por engano dentro da favela de “Holy Water” (Água Santa, em português, nome da comunidade).

O “The Sun” reproduziu as imagens das marcas de tiros na porta e no encosto da cabeça do banco do passageiro e fechou a reportagem com um histórico de violência não nas favelas, mas nas manifestações populares contra as reformas do presidente Michel Temer.

Da redação com Jornal exyra


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