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Reféns mortos no sequestro de Sydney são advogada e gerente da cafeteria


Sydney (Austrália), 16 dez (EFE).- Uma advogada e o gerente da cafeteria são os dois reféns que morreram ontem no sequestro desse estabelecimento situado no centro financeiro de Sydney, que acabou com a intervenção da polícia, a morte do sequestrador e outras seis pessoas feridas, informou nesta terça-feira a imprensa local.

A australiana Katrina Dawson, de 38 anos, trabalhava como advogada e era mãe de três crianças, enquanto seu compatriota Tori Johnson, de 34, trabalhava como gerente da cafeteria atacada, segundo a emissora “ABC”.

Por sua vez o “Channel 9″ afirmou que aparentemente Johnson tentou desarmar o sequestrador, identificado como Man Haron Monis, quando este começou a disparar, o que motivou a intervenção policial.

A polícia não ofereceu detalhes do ocorrido no interior do Lindt Chocolate Café, situado na zona financeira de Martin Place.

Todos eles permanecem em condição estável, confirmou a polícia em comunicado.

O homem conhecido como xeque Haron entrou na segunda-feira de manhã no café e sequestrou as 17 pessoas que estavam em seu interior, entre pessoas e clientes.

Entre os 17 reféns, havia uma brasileira, a personal trainer goiana Marcia Mikhael, cuja família informou no Facebook que ela está bem e em segurança.

Durante o sequestro, Marcia chegou a escrever na rede social que o sequestrador “agora está ameaçando nos matar. Precisamos de ajuda. O homem quer que o mundo saiba que a Austrália está sob o ataque do Estado Islâmico”.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, e o presidente do estado de Nova Gales do Sul, Mark Baird, ordenaram o içamento a meio mastro da bandeira nacional nos edifícios públicos em sinal de respeito e luto pelas duas “vítimas inocentes”.

A rua de pedestres da Martin Place se encheu de oferendas florais, uma delas um ramo de rosas depositado pelo cidadão Allen Jing, de 25 anos de idade, que expressou emocionado que era um cliente regular do estabelecimento atacado.

“É difícil explicar como algo como isto te faz sentir, acho que somente estou contente de estar vivo”, disse Jing à “ABC”.

O sequestrador era um radical iraniano que chegou à Austrália em 1996, quando lhe foi concedido asilo político. Mudou seu nome, Manteghi Bourjerdi, pelo de Man Haron Monis e adotou o título de xeque Haron.

Nos últimos anos, Monis protagonizou vários protestos contra a intervenção militar da Austrália no Afeganistão, além de ter contas pendentes com a Justiça por violência e assédio sexual, entre outras acusações. EFE

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