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Menos Polícia, mais Pão de Queijo


Dados fornecidos pela Polícia Militar carioca indicam que, entre janeiro e novembro de 2014, 60 PMs foram assassinados no estado. O último assassinato ocorreu sábado passado, dia 29, quando o subtenente Jorge da Costa Serrão, lotado no 21º BPM de São João de Meriti, foi baleado perto de sua casa, na zona norte do Rio.

Esses números podem soar alarmantes, mas não passam de troco no varejo. No atacado é que o bicho pega.

Primeiro: pacificação é mais do que sinônimo de invasão, é guerra. Quase uma guerra declarada. Trata-se de um eufemismo brasileiro que atende a interesses que não são necessariamente o bem-estar da população, um eufemismo que passa longe de coisas do tipo saneamento básico, água e luz: a paz, conjugada ao transe hipnótico da propaganda, é alcançada via intimidação (pela força). Ou seja, existe uma mercadoria chamada Paz que é objeto de manipulação de políticos e marqueteiros. E existem ilusionistas profissionais & “defensores da sociedade” muito bem remunerados para vender esse “produto”.

Enquanto isso, o governador garante que não vai dar trégua pra bandidagem. O pau come solto. Adolescentes engravidam. Periguetes abortam. O lixo acumula. Os amigos do Caê promovem  abraçaços tropicalistas no Itaú-Pão de Açucar, como se a realidade fosse tratada na base da fantasia, aliás, não seria má idéia se a fantasia retribuísse, mas essa é outra história.

O que mais? Os motoristas de ônibus passam por cima, e as mães choram os filhos mortos. Quarenta graus à sombra.

Um circo do inferno.

2010. A “ocupação” seria a cura para todos o males do Rio de Janeiro. Imagens impactantes ganharam o mundo. Quem não lembra dos bandidos fugindo da Vila Cruzeiro como se fossem ratazanas expulsas do esgoto? Só esqueceram de combinar com as ratazanas que evidentemente agem noutra diapasão, isto é, o crime não precisa de eufemismos para disfarçar a respectiva escrotidão e cumprir sua tarefa “civilizadora”, que é acabar com a paz e o amor e a demagogia no Rio de Janeiro, em Piraporinha e no mundo.

Já que os homens não perdem o hábito de roubar e assassinar os semelhantes, e já que insistem em votar e acreditar em políticos canalhas, e daí que os incautos se esgoelam por babás, fardas, hinos, copa do mundo, olimpíadas, eleições, heróis etc, já que é assim e se o preço dessa disneylândia é a carnificina e o genocídio direto e indireto de milhares de brasileiros, ora, qual o problema de ser um pouco menos infantil e um pouco menos hipócrita e transformar o traficante em contribuinte?

Senhores legisladores. Aqui faço um apelo.

Transformem os traficantes em comerciantes, livrem os viciados da marginalidade e deixem o capitalismo cuidar do resto. Se funciona com o Carrefour, o Wal Mart, as Casas Bahia e as Lojas Americanas que vendem DVDs da Ivete Sangalo e do Gustavo Lima, por que não ia dar certo com as drogas mais leves?

Em suma, já basta o deus do Malafaia para subjugar, prender, orientar e sacrificar o gado que lhe solicita. Menos jugo, menos polícia. Mais pão de queijo.

Insisto. Aliás, ja escrevi isso aqui no blogue.

— No dia que a Vovó da Casa do Pão de Queijo vender maconha e cocaína, droga por droga porque – repito – sou pelo controle de qualidade e pelo recolhimento de impostos, nesse dia abençoado finalmente emergiremos da piscina de bolinhas coloridas e não vamos mais precisar de polícia nem para perguntar onde é que fica o necrotério mais próximo.

 

Por Marcelo Mirisola

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