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Obras não resolvem crise da água em São Paulo, diz presidente da ANA


O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, afirmou nesta quinta-feira (13) que a construção de oito “grandes” obras anunciadas pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para o enfrentamento da crise do abastecimento de água no estado não resolverão o problema na região. O custo das obras foi estimado em R$ 3,5 bilhões.

Nesta quinta, Guillo participou de audiência na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados para debater o fornecimento de água no estado de São Paulo.

“As obras anunciadas pelo governo do estado numa perspectiva muito positiva de parceria com o governo federal resolvem essa situação? Não. Essas obras entrarão em funcionamento, na melhor das hipóteses, em alguma coisa em torno de um ano a dois. Portanto, contar com essas obras para esta situação é absolutamente impossível”, afirmou o presidente do órgão.

Guillo também contestou números apresentados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) sobre o nível dos reservatórios do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento na Grande São Paulo. Na última segunda (10), a Sabesp informou que registrou nova queda no nível de água nos reservatórios e que passou de 11,4%, para 11,3%. Segundo o presidente da ANA, este número inclui volume de água que não pode ser utilizada pelo estado e que não deveria ser contabilizado nos números apresentados.

“Hoje o Sistema Cantareira está próximo de 20% negativo do seu volume. É isso que nós temos hoje […] Eu sou contrário a que a gente leve esse nível de tranquilidade para as pessoas sem que ela seja absolutamente real”, disse.

Durante sua fala, o presidente do órgão federal afirmou que a única solução “a curto prazo” para a crise hídrica no estado de São Paulo é a chuva. Ele ironizou a situação e sugeriu ser preciso um “dilúvio” para recuperar o nível de água nos reservatórios até janeiro de 2015.

“Qual é a solução para essa situação? Chuva. Nós precisamos de um dilúvio […] Infelizmente, é essa a quantidade que precisa acontecer. Não há, a curto prazo, uma solução para o Sistema Cantareira que não seja a chuva”, analisou Guillo.

‘Disseminação do pânico’
Na noite desta quinta, o subsecretário de Comunicação do governo de São Paulo, Marcio Aith, divulgou nota à imprensa na qual afirmou que o presidente da ANA “disseminou o pânico” ao abordar o tema da crise no abastecimento de água no estado.

Aith disse na nota que Vicente Guillo deu declarações “frívolas” e ofendeu os paulistas, além de “desprezar” o esforço no uso consciente da água.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo subsecretário de Comunicação do governo de São Paulo:

“Nota à imprensa

Mais uma vez, o presidente da Agência Nacional de Águas prefere disseminar o pânico na população a abordar, com a seriedade técnica que seu cargo exige, a pior seca da história. A frivolidade de suas declarações públicas ofende os paulistas, despreza o esforço de todos no uso consciente da água e sabota as parcerias que o momento exige.

Marcio Aith
Subsecretário de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo”

g1


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