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Músculos artificiais prometem melhorar mobilidade de robôs e de incapacitados


Tóquio, 20 nov (EFE).- Inspirados pela anatomia humana, um grupo de pesquisadores japoneses criou músculos artificiais mais versáteis e potentes que os motores convencionais usados em robôs, com os quais aspiram revolucionar a robótica e a assistência para incapacitados.

Os novos músculos podem facilitar o desenvolvimento de atividades de grande exigência física, operações de resgate ou carga de mercadorias, assim como a mobilidade de pessoas que sofrem com algum tipo de deficiência motora.

O projeto está sendo desenvolvido no Instituto Tecnológico de Tóquio. É lá que o professor Koichi Suzumori e sua equipe de jovens cientistas trabalham há três anos para aperfeiçoar uma ideia, concebida após o pedido de uma empresa e aprimorada de forma experimental no âmbito acadêmico.

Entre cabos, computadores, ferramentas e objetos de difícil identificação, destaca-se um esqueleto humano. Os ossos de uma das pernas estão cobertos por uma espécie de corda branca, conectada a tubos transparentes.

São os músculos de fibra artificial, compostos por canos de borracha e poliéster entrelaçados, que se expandem ou contraem ao receber ar em alta pressão.

“Exatamente igual ao que ocorre com os músculos humanos quando recebem estímulos nervosos”, explicou à Agência Efe o pesquisador.

O princípio pneumático é uma velha ideia já aplicada em dispositivos de grande porte, usado especialmente em máquinas industriais, mas Suzumori garante que a chave de seu projeto é o desenvolvimento de microfibras sintéticas muito finas, flexíveis e rápidas.

Cada filamento tem um diâmetro de 1,8 milímetros e é capaz de suportar 600 gramas. Um feixe de cem filamentos – o equivalente de um dos músculos artificiais – é capaz de levantar até 60 quilos.

O reduzido tamanho e a versatilidade desses dispositivos abrem uma gama de possibilidades ilimitadas, segundo o cientista, que está instalando a tecnologia em várias articulações do esqueleto para provar resultados.

Os robôs mais avançados da atualidade contam com cinco ou seis motores para movimentar cada extremidade inferior do corpo, enquanto uma perna humana está revestida de mais de 50 músculos.

“Isso só para movimentar o joelho, o que permite grande flexibilidade e destreza. Nosso principal objetivo é conseguir uma mobilidade similar”, destacou Suzumori.

Entre as potenciais aplicações está a produção de exoesqueletos ou exotrajes mecânicos.

“Seria possível criar ‘trajes de músculos’ sob medida, muito mais confortáveis que os exoesqueletos robóticos já existentes”, afirmou o cientista, que acredita ser possível começar a produção em série dos músculos artificiais a partir do próximo ano.

“Outro futuro uso aplicação é a substituição de articulações humanas, algo ainda muito distante devido à grande complexidade”, disse Suzumori, professor na Universidade de Okayama, em Tóquio, desde 2001 e que também trabalhou para a Toshiba.

O projeto ainda tem que superar grandes obstáculos técnicos, como a lentidão dos movimentos do dispositivo, além do tamanho e do peso da bomba de ar necessária para alimentar os músculos, o que prejudica a portabilidade.

De qualquer maneira, Suzumori e sua equipe pretendem ter montado até o fim do ano os 50 músculos capazes de reproduzir os mesmos movimentos de uma perna humana. Esse número será aumentado na sequência para quase 700, o total de músculos do corpo humano.

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